Show do Bilhão: Prefeituras torram R$ 1 bi em espetáculos populares no interior do Brasil

A chegada das festas de fim de ano faz a alegria do público e das bandas que as prefeituras contratam para animar shows populares pelo interior do País. Enquanto a população se diverte, o dinheiro público escorre pelo ralo da gastança desbragada.

Somente entre 2024 e 2025, prefeituras de todo o País gastaram quase  R$ 1,1 bilhão com a contratação de cantores e bandas populares. Quem paga os shows são os próprios munícipes. E, muitas vezes, há estranhos critérios orientando essas contratações.

Foi o episódio envolvendo o cantor Zezé Di Camargo e o SBT que chamou a atenção para o problema. Três semanas atrás, o sertanejo pediu que a emissora do grupo Silvio Santos deixasse de exibir um especial de Natal porque havia convidados políticos de esquerda (e também de direita) para a inauguração de seu canal de notícias, o SBT News.

Logo se descobriu que os artistas — especialmente os bolsonaristas, que têm como mantra as críticas à Lei Rouanet de Incentivo à Cultura — são os destinatários dessa avalanche de dinheiro público.

Aproveitando o ‘gancho’, analisei 10 mil contratos entre grupos musicais e diversos órgãos governamentais realizados em 2024 e 2025 para entender como funciona o showbiz mantido pelo Estado. Os dados são públicos e podem ser compulsados no Portal Nacional de Contratações Públicas.

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